Rogério Flausino comemora momento do Jota Quest: “passamos da fase tarja preta”

  • Por Jovem Pan
  • 01/04/2014 14h16
Ana Cichon/Jovem Pan

Após anos emplacando hit atrás de hit, o Jota Quest teve um pequeno período de hiato que começou em 2008. Foi quando a banda apresentou o disco de inéditas La Plata, que, sem a presença de faixas muito marcantes, não atingiu sucesso nas vendas. Até que, em 2013, lançou o Funky Funky Boom Boom, álbum bastante celebrado pelos integrantes do grupo, que, segundo o vocalista Rogério Flausino, é um reflexo da boa fase que vivem. 

“Já passamos da fase da tarja preta. Nosso momento é muito bom. Mandou Bem, a primeira do disco, é um puta hit. E o show de estreia [realizado no Rio de Janeiro, na semana passada] foi um sucesso, a casa ficou cheia. Trouxemos um DJ dos Estados Unidos e botamos lá, juntamos clássicos e músicas novas. Montamos um bailão muito legal”, afirmou em entrevista ao Pânico

Diferente dos trabalhos anteriores, o novo disco já colocou dois singles na boca do público, Mandou Bem e Waiting For You. Apenas com eles, foi possível perceber uma mudança clara na sonoridade dos músicos (além de Rogério, Marco Túlio, PJ, Paulinho Fonseca e Márcio Buzelin), que parecem ter voltado às suas origens. 

“Gostamos do groove. É a parada da banda, sempre foi. Flertamos com o rock, temos algumas baladas, mas o histórico do Jota é o groove. Já demos uma acelerada, um overdrive, mas foi coisa de momento. Todo mundo tem essa loucura”, explicou Paulinho. 

“São 18 anos de Jota. Começamos com a black music e ao longo dos anos demos vasão a uma série de coisas. Para entender a banda tem que olhar esse caminho. Depois de comemorar 15 anos, falamos ‘e agora?’. Naturalmente, nós cinco convergimos nesse disco de groove que é alegre, alto astral. Isso tem a ver com nosso começo. Com o primeiro e o segundo discos, principalmente, que tem esse pop com cara de comemoração”, completou Marco Túlio. 

Para exemplificar o estilo de som que buscam acompanhar, Rogério citou Nile Rodgers, Stevie Wonder, Tim Maia, Jamiroquai e Farrell. E é esse clima que eles pretendem levar para cima do palco. 

“Nos shows, voltamos com backing vocal e metais. Melhoramos o cenário. Temos iluminação nova. Mas o que sinto mais firmeza é no jeito que juntamos asFlausino comemora atual momento do Jota Quest músicas no repertório. Estou ‘empolgadaço’ com a turnê. Parece que tudo está caminhando junto, o disco bacana, a banda numa boa. Aí tudo entra no eixo mesmo”, comemorou Flausino. 

Além disso, o cantor saiu da música e entrou também na discussão da política. Ele lembrou que nesta terça-feira (1) o golpe que implantou uma ditadura militar no país completou 50 anos e afirmou que, para ele, não há motivo algum para comemorar. 

“Acho que é dia de comemorar apenas nossa incompetência. Desde o golpe, quando o Brasil estava confuso, as coisas vem se enrolando. Claro que em termos de democracia melhoramos. O voto é o caminho. Mas temos colocado pessoas muito inescrupulosas lá no Congresso. A palavra não é ‘culpa’, mas ‘responsabilidade’. O que falta é a rapaziada parar de botar o dinheiro da galera no bolso. Até quando vamos aguentar isso? Sempre somos otimistas, mas está difícil”, disse.