Paulo Marinho: Bebianno tinha medo de golpe de Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2020 14h06
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOPaulo Marinho participou do Pânico nesta quarta-feira (27)

O empresário Paulo Marinho afirmou, em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (27), que o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno acreditava que o presidente Jair Bolsonaro poderia dar um golpe para continuar no comando do país.

Apoiador da campanha de Bolsonaro e amigo pessoal de Marinho, Bebianno foi o primeiro ministro a ser demitido do governo, ainda no ano passado, e se voltou contra o presidente. O ex-ministro morreu em março deste ano.

“Ele [Bebianno] tinha uma certa preocupação de que se o governo não fosse aprovado, Bolsonaro tentaria uma ruptura institucional. Ele manifestou isso para mim várias vezes”, disse Paulo Marinho sobre o amigo. “Eu não temo, como ele temia, uma situação como essa”, ressaltou.

Pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB, Paulo Marinho virou assunto ao denunciar, em entrevista à Folha de S.Paulo, um suposto vazamento da Polícia Federal ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, da operação que teria o ex-assessor do parlamentar Fabrício Queiroz como um dos alvos. O caso está sendo investigado.

O empresário se recusou a dar mais detalhes sobre a denúncia, mas garantiu que está falando a verdade. “Eu não faria um relato como esse se ele não fosse a expressão da verdade. Não sou autor de novela, não vou criar história para vender para a Rede Globo, sei do que estou falando”, disse.

Marinho foi um dos maiores apoiadores de Bolsonaro na campanha de 2018 e transformou a própria casa no núcleo bolsonarista. Apesar de todas as polêmicas, ele disse não ter mágoa do presidente.

“Para mim, não teve frustração”, afirmou. “Só lamento a maneira covarde que o presidente Bolsonaro demitiu meu amigo Gustavo Bebianno”, admitiu.

Para André Marinho, integrante do Pânico e filho de Paulo, o presidente se distanciou das promessas de campanha. “Minha maior desilusão é como ele [Bolsonaro] tem se comportado no governo”, contou o humorista. “Ele traiu de forma irreversível a bandeira anticorrupção.”