Mesmo com assédio, segurança Guilherme Leão não pretende deixar o metrô: “fama é passageira”

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2014 14h09
Jovem Pan

O assédio não é novidade para Guilherme Leão. Com porte atlético e olhar marcante, o jovem sempre esteve acostumado a receber cantadas no dia a dia de seu trabalho na estação da Sé de São Paulo. Mas nas últimas semanas isso mudou. Tudo porque um usuário do transporte o fotografou e postou a imagem em uma rede social, transformando-o no “segurança gato do metrô”. A partir daí, passou ser alvo ainda maior não só das mulheres, como também da imprensa. Mesmo assim, ele, que já atuou alguns anos como modelo, garante que não pretende deixar o emprego tão cedo. 

“Está uma loucura. Nas últimas semanas, dei entrevistas todos os dias. Mas não vou sair do metrô, tenho que ficar lá por causa da estabilidade. Não vou trocar o certo pelo duvidoso. Logo isso passa. A mídia, a fama, é tudo passageiro. Agora todo mundo é ‘o gato’, já tem o coveiro gato, o vendedor de abacaxi gato… Achei até que comigo duraria menos, já faz 3 semanas que isso está rolando”, contou em entrevista ao Pânico

Guilherme está conhecido no Brasil e – acredite se quiser – também no exterior. Recentemente, ele saiu em uma matéria publicada no site norte-americano E!Online em que foi considerado o “segurança mais lindo do mundo”. Apesar de reconhecer que é, sim, um homem bonito, ele não se valoriza tanto por isso e afirma que não é sua única qualidade. 

“Eu não acho que a beleza é um benefício tão grande para ninguém. Ela ajuda as pessoas a se identificarem mais com você, as mulheres ficam loucas, mas é preciso ter conteúdo. Não me considero só um cara bonito. Gosto de várias coisas, de música, por exemplo”, disse. “Mas, modéstia à parte, acho que dou para o gasto”, brincou. 

O rapaz começou a carreira artística em 2009, quando entrou para uma agência da capital paulista. Em 2010, prestou concurso para o metrô e, em Segurança Gato do Metrô diz que não pretende deixar empregoseguida, foi para a China modelar. Por lá, ficou cerca de um ano. Quando voltou ao Brasil, passou por um período sem conseguir novos trabalhos. Foi aí que descobriu que havia sido aprovado no exame e, como ele mesmo explicou, “juntou o útil ao agradável”. 

“O metrô é uma companhia bacana, sólida. Tenho um salário que não é enorme, mas é bom. Tenho meus benefícios. Ainda tenho o sonho de seguir na carreira artística, mas o metrô mesmo, com a assessoria de imprensa, está me auxiliando nisso. Eles me deixaram à disposição para dar entrevistas, ainda não voltei a colocar o uniforme e desempenhar minhas funções. Não rolou nenhuma bronca ou cobrança, muito pelo contrário. Estão me apoiando, assim posso representá-los, falar bem da empresa”, explicou. 

Durante a entrevista, Guilherme ainda detalhou suas funções no trabalho, contou algumas situações curiosas pelas quais já passou nas estações, declarou-se à namorada, com quem está há cinco meses (e coincidentemente conheceu no próprio metrô), e comentou alguns assuntos polêmicos, como os recentes casos de assédio sexual sofrido por mulheres nos trens. Confira a íntegra no áudio.