O que é sexo, gênero e identidade de gênero? Médico explica diferenças

Psiquiatra Alexandre Saadeh foi o convidado do Morning Show nesta terça-feira (28)

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2020 12h07
Jovem PanDr. Alexandre Saadeh foi o convidado do Morning Show nesta terça-feira (28)

No dia 29 de janeiro é celebrado o Dia Da Visibilidade Trans e para falar sobre o tema a bancada do Morning Show recebeu, nesta terça-feira (28), o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Núcleo de Psicologia e Psiquiatria Forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

O médico esclareceu as principais diferenças entre três conceitos que, se a princípio parecem a mesma coisa para o público geral, são bastante distintos entre si.

“Uma coisa é você nascer num sexo, algo que você não escolhe, é uma determinação biológica. Outra coisa é você ter uma identidade de gênero, algo que depende da biologia, mas também é influenciado pelo ambiente, porém que diz respeito a você e a sua objetividade, também não é escolhido. O que a gente escolhe é se vai ser um homem mais feminino ou mais masculino e isso diz respeito ao gênero propriamente dito”, explicou.

Ao citar um dos primeiros casos emblemáticos que lidou no ambulatório, quando atendeu um menino de quatro anos que se identificava como menina desde um ano e meio de idade, Saadeh fez questão de ressaltar que o tratamento para crianças é apenas acompanhar seu desenvolvimento.

“Quando a criança manifesta algo que acontece dentro dela tem que ser respeitado, tem que ser validado de alguma forma. As crianças transitam muito e, até os 10 anos, muitas ainda não se definiram nem como menino nem como menina, e não sou eu que vou definir isso.”

“Amanhã é o Dia da Visibilidade Trans e é importante para a sociedade saber que, apesar de ser um número reduzido, pessoas trans existem e sofrem. São histórias muito complexas que temos contato. Criança é um padrão, adulto outro e adolescente outro”, completou o psiquiatra.