Se reagirem, eles vão para o cemitério, diz Doria sobre prisão de membros do PCC

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2020 08h40
Reprodução/Porã NewsPresídio em Pedro Juan Caballero, no Paraguai

O governador de São Paulo, João Doria, que está em Davos para o Fórum Econômico Mundial, afirmou nesta terça-feira, em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, que o Estado já tomou medidas para se prevenir contra o possível  retorno dos membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que fugiram da prisão de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

No último domingo, 75 membros da facção criminosa, dentre eles 40 brasileiros, escaparam da penitenciária que fica próxima a divisa do país com o Brasil em Ponta Porã (MS).

“Quando eu soube, já aqui em Davos, sobre a fuga desses bandidos, determinei ao Secretário de Segurança Pública um reforço imediato no trabalho das polícias Militar e Civil. Quintuplicamos o números de viaturas e colocamos mais 13 mil policiais militares nas rodovias estaduais.”

Segundo o governador, o Estado seguirá sua estratégia de “aprisionar todos os bandidos”, como já tem feito desde janeiro do ano passado, quando determinou o envio de 29 líderes da facção para prisões federais.

“Esse é o Governo que teve coragem de colocar líderes do PCC, inclusive líderes máximos, como Marcola, em prisões federais, em uma ação conjunta com o ministro da Justiça Sergio Moro. Não há glamour nenhum [em ser do PCC] em São Paulo. Aqui é bandido na cadeia. Sem perder o respeito pelo ser humano, mas se eles reagirem, os policiais de São Paulo tem a orientação. Eles não vão para a prisão, vão para o cemitério.”