Em meio à Covid-19, novo vírus da gripe com potencial pandêmico é identificado na China

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2020 07h44
Lidianne Andrade/Estadão ConteúdoOs cientistas temem que o vírus possa sofrer uma mutação maior e se espalhar com mais facilidade

Seis meses após o início do surto de coronavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a pandemia da Covid-19 “está longe de acabar e que o pior ainda está por vir”. Ele afirmou que a falta de unidade nacional, solidariedade global e a divisão do mundo estão contribuindo para que a situação continue crítica.

A afirmação da autoridade da OMS acontece em meio aos 10 milhões de casos confirmados da Covid-19 e com a divulgação de uma notícia preocupante. Pesquisadores chineses identificaram uma nova cepa do vírus da gripe, com potencial de causar mais uma pandemia.

De acordo com os autores do estudo, essa linhagem de influenza surgiu recentemente, tem o porco como hospedeiro e pode ser transmitida aos seres humanos. Os cientistas temem que o vírus possa sofrer uma mutação maior e se espalhar com mais facilidade, já que, de acordo com as pesquisas, esta cepa “tem todas as características” de ser altamente adaptável e que, por isso, será monitorada.

O surto da gripe suína de 2009, com início no México, foi a última gripe pandêmica enfrentada em todo o mundo. Desde então, o vírus da gripe é combatido com a imunização pela vacina da H1N1. No momento, a preocupação dos pesquisadores é que o novo vírus afete os territórios e nações que ainda estão em combate contra a pandemia do coronavírus.

Ainda sobre a Covid-19, Tedros Adhanom questionou como os países irão conviver com o vírus. Segundo ele, apesar de muitas nações adotaram medidas para suprimir a transmissão da Covid-19, essas ações não detêm o vírus. Na ocasião, a Organização Mundial da Saúde também fez menções à forma como o Brasil tem enfrentado a pandemia. O diretor-executivo do programa de emergências, Mike Ryan, disse que a luta contra o coronavírus não pode ser ideológica e que é necessário haver uma sincronia entre os governos estaduais e federal para combater a doença.

*Com informações da repórter Camila Yunes