Juros em queda mudam rendimento de aplicações; como investir agora?

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2019 13h11
PixabayPara investir, Jayme dá a dica de dividir a renda em três partes: dinheiro de emergência, dinheiro de objetivo e dinheiro para o futuro

Com a menor taxa Selic da história, em 5,5%, e a possibilidade de cair ainda mais, o mundo dos investidores se preocupa. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o diretor da Planejar, Jayme Carvalho, falou sobre a importância de reorganizar as finanças nesse momento.

De acordo com Jayme, essa é uma realidade nova que chegou ao Brasil. “O mundo já tem taxas de juros 0, quando não negativas. Agora o investidor brasileiro vai ter que mudar a carteira”. Ele explica que, há uns anos, o cenário brasileiro era “dos sonhos” para o rentista.

“Antigamente o cenário era o melhor dos mundos: segurança, liquidez e bom rendimento. Liquidez porque o dinheiro sacava de um dia para o outro, segurança porque é um titulo do Governo – na maioria das vezes – e rendimento porque 14%, como tínhamos há uns anos, era muito dinheiro.”

Para investir atualmente, Jayme dá a dica de dividir a renda em três partes: dinheiro de emergência, que é aquele para pagar as contas; dinheiro de objetivo, que é destinado geralmente para comprar um carro, uma casa, uma viagem; e dinheiro para aposentadoria, que é para ter uma renda ao fim do tempo de trabalho.

“O dinheiro de curto prazo deve ficar em algo mais conservador, como título de Governo, CDB de banco, produtos de renda fixa. Para médio prazo, precisa buscar um pouco mais de risco. E para longo prazo, nada ganha dos fundos de aposentadoria. Se você não sacar antes, ele é o que apresenta melhores benefícios”, explica.

Como não investir?

De acordo com Jayme, não vale a pena investir em títulos com CDI abaixo de 95%. “Através de plataformas ou ate mesmo através da internet você acessa taxas com CDI acima de 100%. Existem regras que precisam prestar a atenção, mas é o que rende mais.” Ele alerta também para o risco de investir em um prazo muito curto como um mês. Por conta do IOF, o resgate pode ser menor do que o valor aplicado.

Jayme ressalta que os juros baixos têm uma enorme função na Economia, que é permitir novos investimentos que captem dinheiro em diversas realidades possíveis. “É verdade que o rentista está ganhando menos, mas o negócio que ele ganha ou o emprego em que ele está, está melhor.”