Bolsonaro reúne ministros nesta terça para discutir reforma administrativa

  • Por Jovem Pan
  • 19/11/2019 06h28
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasiCom medo da reação dos servidores públicos, o presidente disse que proposta será "suave" e que não tem pressa de enviá-la ao Congresso

Ao se deparar com uma forte resistência dos servidores públicos com a reforma administrativa, que deve resultar em muitos problemas para quando o projeto for encaminhado ao Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro passou a adotar um tom bastante cauteloso ao falar sobre o texto. Nesta segunda-feira (18), ele afirmou que quer uma proposta “o mais suave possível” e que o governo “não tem pressa” para encaminhá-la.

O discurso é de que ainda é preciso analisar todos os pontos com cuidado antes de finalizar o texto. Nesta terça-feira (19), o tema deverá ser discutido durante a reunião do Conselho de Governo.

Ontem (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com Bolsonaro para tentar avançar na questão, mas não apresentou muito otimismo. Ele disse que partiria para “outra reforma” antes de entregar a administrativa.

Bolsonaro explicou que a proposta vai ser, sim, enviada, mas em um momento que cause o menor atrito possível. Segundo ele, o projeto está no forno, aguardando a melhoria no clima político.

O governo tem recebido alertas de que os servidores que têm uma forte influência dentro do Congresso, não concordam com a proposta de se acabar, por exemplo, com a estabilidade para os futuros servidores e questionam também a ideia de redução dos salários inicias assim como a redução do número de carreiras.

Guedes considera a medida vital para reestruturar o tamanho do estado brasileiro e lembra que deixar a proposta para o ano que vem pode inviabilizar a aprovação, uma vez que, em 2020,  haverá eleições municipais – o que dificulta ainda mais as negociações no Congresso.

Dentro do governo existe, também, o temor de que os protestos que ocorrem em países vizinhos da América do Sul, possam acontecer também no Brasil. O discurso oficial, no entanto, é de que já passamos por esse problema em 2013, mas o núcleo político avalia que esse não é o momento de arriscar.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin