Protestos no Chile registram 22 mortos, mais de 2 mil feridos e 6 mil presos

  • Por Jovem Pan
  • 14/11/2019 12h37
EFEEntre os feridos, 209 foram atingidos por balas de borracha ou de chumbo nos olhos

O governo do Chile informou, nesta quinta-feira (14), que o número de mortos nos protestos, que atingem o país a quatro semanas, chegou a 22. De acordo com o balanço, seis delas são estrangeiras. Segundo o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH), outras cinco teriam ocorrido nas mãos de agentes estatais, policiais ou militares.

Os dados, que registram informações das últimas 24 horas, indicam que o último corpo foi encontrado dentro de um supermercado incendiado. “A polícia relatou a morte de uma pessoa cujo corpo foi encontrado queimado dentro de um supermercado Líder, que foi queimado e saqueado na cidade de Arica durante a noite de 12 de novembro”, disse o governo em comunicado.

Quanto aos estrangeiros vitimados nos protestos, há três peruanos, dois colombianos e um equatoriano. Além dos mortos, segundo dados da organização de direitos humanos, que monitora protestos de rua, hospitais e delegacias de polícia, já são 2.209 feridos.

Mais da metade dos ferimentos foram causados por tiros disparados por agentes estatais. Entre os casos, os 209 mais graves são de trauma ocular causados pelo impacto de balas de borracha ou de chumbo ou bombas de gás lacrimogêneo que atingem os rostos dos manifestantes.

Por outro lado, há 6.046 detentos até o momento, segundo o INDH, que verificou testemunhos de detenções ilegais, espancamentos, torturas e violações dos direitos humanos durante os protestos. Por essas razões, a agência entrou com 319 ações judiciais em favor de 472 vítimas.

Relembre

O aumento do preço do bilhete do metrô de Santiago foi a faísca que desencadeou os maiores protestos do país desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990. A principal reivindicação dos manifestantes é acabar com a desigualdade de um modelo econômico neoliberal e garantir direitos fundamentais como a saúde, a aposentadoria e a educação.

*Com informações da Agência EFE