Rodas que ensinam: uma lição de perseverança para toda vida

  • Por Jovem Pan
  • 12/02/2020 18h17
Divulgação/Reserva FilmesPedro Caciolatto

O esporte pode ser a porta de entrada para incontáveis mudanças na vida das pessoas. E é exatamente isso que Pedro Caciolatto, de 16 anos, atleta do basquete em cadeira de rodas, leva para seu futuro.

Pedro nasceu com mielomeningocele e já passou por inúmeras cirurgias. A última delas, impediu que  participasse da edição de 2018 da Liga Nescau. Mas ele marcou presença em 2019.

“O esporte é tudo. Ele fez cirurgia recentemente, tem um ano, e se recuperou bem. Saiu do centro cirúrgico e veio direto para a quadra”, contou Margareth, mãe de Pedro, que ainda revelou a ansiedade do rapaz para estar no Centro Paralímpico Brasileiro durante a Liga Nescau.

Esporte ensina e dá exemplo

O que o esporte ensina é capaz de ser levado para toda vida e preparar para os maiores desafios que vão surgir. E Pedro foi desafiado. Devido ao esporte e toda a desenvoltura e respeito que conseguiu entre os colegas, o jovem recebeu o convite da sua professora de educação física para, a partir deste ano ano, ministrar aulas. Os dois irão dividir o trabalho lado a lado, mostrando que a inclusão vai muito além do que acontece dentro da quadra.

“Ele foi chamado na escola para estimular as crianças a jogar basquete, ou outro tipo de esporte. Os meninos respeitam, param para ver ele jogar”, contou Margareth.

“O pessoal fala: ‘Nossa, você de cadeira jogando, e a tente não consegue nem arremessar a bola’. Tinham receio, até a professora. Depois, ela viu ele jogando e entendeu. Pode jogar, se ele cair, ele vai levantar. Do chão não passa, a gente sempre tem isso em mente. Todo mundo quer se reunir para jogar basquete com ele”, continuou a mãe orgulhosa.

Esporte como ferramenta de autonomia e confiança

O jovem conheceu o basquete em cadeira de rodas há 5 anos. Desde então, percebeu uma mudança significativa em sua vida.

“A principal diferença depois do esporte foi que eu comecei a me desenvolver mais socialmente. Comecei a andar no transporte público tranquilamente. Mas foi um pouco sofrido no início”, afirmou Pedro. “Depois do esporte eu comecei a não ligar tanto para o que ocorre a minha volta e focar sempre nos meus objetivos. Foi ótimo para foco”, continuou.

Dona Margareth tem a mesma percepção do filho. Segundo ela, o esporte fez com que o garoto se abrisse para o mundo e suas oportunidades.

“Ele era muito fechado. Para mim foi ótimo, e para ele também. Ele até sentiu essa diferença. Ele não chegava nas pessoas para conversar ou procurar alguma coisa. Hoje, ele faz esporte, quer vir, gosta de assistir basquete. Foi procurando cursos para fazer, está estudando. Foi se desenvolvendo pelo esporte”, revelou.

Para mais informações acesse o site oficial da Liga Nescau