Globo de Ouro vetará indicações de atores que não mostram o rosto

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2020 11h18
Divulgação/DisneyPedro Pascal, de 'The Mandalorian', não seria permitido no Globo de Ouro pelas novas regras

A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) anunciou nesta quarta-feira (27) novas mudanças nas regras do Globo de Ouro, detalhando que os atores que não mostram seu rosto nas telonas deixarão de ser elegíveis.

“As apresentações somente de voz não são elegíveis em nenhuma categoria de performance”, informou a associação, em uma regra criada após o impulso dado às séries baseadas em super-heróis ou protagonistas mascarados, como “The Mandalorian“.

O chileno Pedro Pascal, estrela de “The Mandalorian”, série derivada de “Star Wars”, aparece com o rosto coberto em quase todos os episódios da primeira temporada, com exceção do último, em que aparece durante um período mínimo para receber uma indicação.

Na verdade, nem a série nem Pascal foram indicados no último Globo de Ouro, mas a performance parece ter inspirado esse esclarecimento por parte dos organizadores dos prêmios.

Além disso, nas próximas temporadas, serão lançadas novas séries de televisão que, assim como “The Mandalorian” fez com “Star Wars”, substituirá franquias como a Marvel e a DC Comics. Desse modo, a presença de artistas de rosto coberto poderá aumentar, mas os roteiristas precisarão levar em conta essa exigência se quiserem estar na cerimônia de premiação.

Em alguns casos nem mesmo os protagonistas atuam na frente das câmeras, já que o próprio Pascal só colocou sua voz em várias cenas filmadas com figurantes.

Entre outras mudanças, o Globo de Ouro incluirá as antologias da mesma categoria que premia minisséries ou filmes de televisão. Nesse tipo de série, cada capítulo conta uma história completamente diferente sob o mesmo tema ou objetivo, como “Black Mirror” e “The Twilight Zone”.

A HFPA detalhou ainda que as performances de elenco devem aparecer em 5% do lote para serem elegíveis para a competição e que os diretores devem ser visualmente reconhecidos nos créditos. Além disso, esclareceram que, se dois países financiam um projeto, podem competir conjuntamente na categoria internacional.

*Com EFE